A Importância de se vacinar todas as crianças

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A pandemia causada pelo novo coronavírus acende um alerta da importância da vacinação para as crianças bem como para todas as pessoas. O covid-19 é um enorme problema de saúde pública que poderia ser controlado caso houvesse uma vacina.

Esse fato nos remete a inúmeras outras doenças infecciosas que causavam deficiências nas crianças e podiam levar até mesmo à morte. Foi graças à vacinação massiva que muitas dessas doenças foram praticamente erradicadas da maioria dos países.

Dessa forma, os programas de vacinação na primeira infância são fundamentais para interromper a circulação do vírus ou bactéria que causa determinada doença, protegendo não só a criança que foi vacinada, mas também os indivíduos que não foram.

A vacinação massiva das crianças fez com que muitas doenças que eram comuns no país há décadas, hoje sejam ouvidas falar somente em histórias e casos que aconteceram no passado.

Se você tem filhos pequenos, precisa saber que a vacina não serve somente para evitar uma doença, A VACINA SALVA VIDAS!

Neste artigo falaremos um pouco mais sobre a importância da vacina para as crianças, bem como as vacinas que são obrigatórias e um movimento que vem tomando as redes sociais sem embasamento nenhum, que é o movimento antivacina.

Qual a importância da vacina para as crianças?

A vacinação é um serviço preventivo gratuito que confere às crianças uma imunização duradoura. Este procedimento tem a finalidade de produzir anticorpos capazes de combater um vírus ou bactéria no organismo e é recomendado para quase todas as crianças do planeta, salvo raras exceções.

Foi graças à vacinação massiva das crianças que doenças como a poliomielite e a varíola foram erradicadas do Brasil e do Ocidente e o sarampo foi reduzido em mais de 99% dos casos.

As vacinas são produzidas a partir do agente causador da doença de forma enfraquecida ou morto. Ao entrar em contato com o organismo, ela faz com que o sistema imunológico comece a produzir anticorpos que reconhecem o vírus ou bactéria como uma ameaça e comecem a combatê-lo.

Dessa forma, a criança vacinada está imunizada à determinada doença, sem ficar doente.

É muito importante que mamães e papais tenham consciência de que a vacina confere tanto uma proteção individual à criança quanto coletiva, pois quando grande parte da população está imune à determinada doença, ela pode finalmente ser erradicada.

Vacinar os seus pequenos é muito importante pois:

  • reduz a transmissão de uma determinada doença;
  • diminui o número de hospitalizações;
  • diminui gastos com remédios;
  • diminui as deficiências causadas por determinada doença bem como a sua mortandade;
  • erradica doenças do país e até do mundo inteiro.

Todas as vacinas são muito seguras, apenas em raras ocasiões elas podem causar alguns efeitos colaterais como febre ou vermelhidão. No entanto, os seus benefícios são muito maiores do que o risco de ter algum efeito colateral.

Quando você vacina o seu filho, você está ajudando o mundo todo a diminuir os casos de uma determinada doença!

Quais são as vacinas obrigatórias e recomendadas para cada idade?

Muitas pessoas não sabem, mas atualmente existem mais de 50 tipos de vacinas, que imunizam contra diversas doenças como a gripe, a paralisia infantil, o sarampo, a rubéola e várias outras. É muito importante que você saiba quais vacinas o seu filho precisa tomar em cada fase de sua vida, principalmente quando ele ainda é totalmente dependente de você.

Existe um Calendário Nacional de Vacinação que contempla as pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice, passando pelas gestantes e povos indígenas. Por isso, além de levar o seu pequeno para vacinação, fique atenta à quais vacinas você precisa tomar.

Caso tenha dúvidas, não hesite em pedir mais informações para o seu médico.

Vacina Criança

Vacinas obrigatórias para as crianças

A vacinação é essencial nos primeiros anos de vida pois as crianças têm organismos mais vulneráveis. No entanto, conforme vai crescendo, são necessárias doses de manutenção das vacinas em períodos mais espaçados.

Existem 15 vacinas que devem ser aplicadas nas crianças até os 10 anos de idade. Para aplicar, basta que você leve o seu filho até um posto ou Unidade Básica de Saúde (UBS) com a caderneta de vacinação.

Fique atenta para que cada dose seja aplicada na idade recomendada. Mas caso você perca o prazo de alguma delas, não deixe de voltar à unidade de saúde para atualizá-las.

  • ao nascer: logo após o nascimento o bebê já deve receber duas vacinas muito importantes: a BCG, em dose única que previne as formas grave da tuberculose e a vacina contra a hepatite B;
  • 2 meses: com dois meses o bebê precisa receber mais 4 vacinas: a primeira dose da Penta que previne difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae B, a primeira dose da vacina que previne a poliomielite, a primeira dose da pneumocócica que previne doenças causadas pelo Pneumococo e a primeira dose da Rotavírus Humano que previne a diarreia por rotavírus;
  • 3 meses: no terceiro mês de vida o bebê deve receber apenas a primeira dose da Meningocócica C;
  • 4 meses: no quarto mês, o bebê recebe a segunda dose da Penta, da Poliomielite, da pneumocócica e da Rotavírus Humano;
  • 5 meses: no quinto mês é feita a segunda dose da Meningocócica;
  • 6 meses: no sexto mês de vida o bebê precisa receber a terceira e última dose da Penta e da poliomielite;
  • 9 meses: no nono mês é realizada a vacina que previne a febre amarela;
  • 12 meses: aos doze meses o bebê precisa receber a primeira dose da Tríplice Viral que previne a caxumba, o sarampo e a rubéola e receber o reforço das vacinas pneumocócica e meningocócica;
  • 15 meses: aos quinze meses o bebê deve fazer o primeiro reforço da DTP que previne a difteria, tétano e coqueluche, o primeiro reforço da poliomielite, a vacina contra a Hepatite A e a tetra viral que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela;
  • 4 anos: aos 4 anos a criança deve receber o segundo reforço da DTP, o segundo reforço da poliomielite e a vacina da varicela atenuada.

As crianças de seis meses a cinco anos também devem tomar uma ou duas doses da vacina influenza.

Vacinas recomendadas para cada idade

Como os vírus mudam constantemente e novas doenças surgem, há a necessidade de vacinação para todas as pessoas em diversas faixas etárias. Na adolescência (até os 14 anos), por exemplo, meninos e meninas precisam fazer as duas doses da vacina HPV que previne o papiloma.

Dos onze aos catorze anos também deve ser feito o reforço da meningocócica C. Dos dez aos dezenove anos há a necessidade de fazer as seguintes vacinas: hepatite B, febre amarela, dupla adulto, tríplice viral e pneumocócica valente 23. As doses dependem da situação vacinal anterior.

Adultos de 20 a 59 anos também devem receber doses das vacinas hepatite B, febre amarela, dupla adulto, tríplice viral e pneumocócica valente 23 conforme situação vacinal anterior. A vacina dupla adulto deve receber reforço a cada dez anos.

As mesmas vacinas devem continuar sendo feitas após os 60 anos de idade. Mantenha o seu cartão de vacinação atualizado!

Movimento antivacina

A vacina é a forma mais eficiente de prevenir diversas doenças, evitando de 2 a 3 milhões de mortes por ano. O Brasil possui um alto índice de vacinação onde mais de 90% das crianças já são vacinadas.

Apesar disso, surtos de doenças que já eram consideradas erradicadas voltaram a acontecer nos últimos anos. Isto se deve principalmente por um movimento que tem crescido nos últimos anos, impulsionado pelas redes sociais: o movimento antivacina.

Esse movimento tem ganhado força baseado em fatos não comprovados que se disseminam principalmente via redes sociais ou sites leigos. Sempre existiram pessoas que não acreditavam na eficiência e segurança da vacina, no entanto este movimento teve um estopim.

No ano de 1998, um estudo foi publicado na respeitada revista científica Lancet. O autor, o médico britânico Andrew Wakefield, relacionava a vacina tríplice viral ao autismo. Algum tempo depois foi comprovado que o médico havia alterado informações sobre os pacientes e estava envolvido com advogados que queriam faturar em cima de fabricantes de vacinas.

No entanto, até hoje este fato tem peso no movimento antivacina que alega também que aplicar doses simultâneas das vacinas causaria sobrecarga imunológica.

O mais importante é que fique claro que todas as vacinas antes de serem liberadas para uso passam por rigorosas fases de avaliação que garantem a sua segurança. Além disso, estudos sérios mostram que a ausência de vacinas na primeira infância aumentaria consideravelmente a mortalidade infantil.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o movimento antivacina um dos dez maiores riscos para a saúde mundial, ameaçando reverter o progresso alcançado no combate a doenças como o sarampo e a poliomielite.

Doenças que não haviam sido registradas ainda no século XXI no Brasil, começaram a reaparecer, principalmente nas regiões norte e nordeste do país. Caso as pessoas parem de se vacinar, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia e ameaçarem a vida da população.

Vacine os seus filhos e a si própria. Pessoas que não se vacinam colocam a sua vida, de seus familiares e das pessoas com que tem contato em risco, aumentando a circulação das doenças.

Tome por base o covid-19, que manterá as pessoas isoladas em suas casas até que surja uma vacina que imunize a população. A VACINA SALVA VIDAS!

 

 

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Crianças dando a mão

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