Pet Sitter: Conheça tudo sobre este profissional

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Num momento em que reinventar-se é preciso, uma nova profissão ganha mais adeptos no mercado: pet sitter. Trata-se de uma atividade ideal para os apaixonados por animais, que passaram a ser considerados membros da família e a receber uma maior atenção. Atualmente, eles são como “filhos” aos seus donos, que não dispensam carinho, cuidados e companhia. No entanto, o que fazer quando os “pais” precisam se ausentar, por conta de uma viagem, um roteiro de trabalho, um compromisso inadiável? Com quem deixar os bichinhos de estimação para que a proteção seja mantida? É nesse momento que esse profissional entra em ação. Também chamado de “babá de animais”, o pet sitter é aquele que cuida desses mascotes, responsabilizando-se pela alimentação, higiene, bem-estar, atendimento médico e outros cuidados necessários. A sua missão é acompanhá-los durante a ausência dos seus donos.

A profissão é comum nos Estados Unidos, onde, inclusive, há uma organização internacional que capacita aqueles que desejam ingressar nessa área. No Brasil, a atividade começou a ser expandida na década de 1990, e, desde então, muitos buscam orientações, afinal, gostar de animais é primordial, mas não o suficiente para atuar no segmento. É necessário fazer cursos de capacitação, que orientam com relação aos cuidados necessários para os diferentes tipos de animais. Cães e gatos são os hóspedes mais atendidos, mas outros seres, como aves, roedores, peixes, entram na lista.

O que faz um pet sitter?

O pet sitter pode levar o animal à sua casa ou cuidar dele na residência do contratado, que é opção mais escolhida, porque é a que permite que o animal se sinta mais seguro e confortável, afinal, está em seu lar. Além da alimentação, higiene, medicações (quando necessário), está autorizado a encaminhar o bichinho ao veterinário (quando preciso), e, se for solicitado, levá-lo para passear.

A pet sitter não passa o dia todo na residência do contratado, pelo contrário, são algumas horas. E é por isso que ao longo de um dia consegue conciliar os cuidados a vários hóspedes de uma vez. No entanto, organização é algo essencial para que todos sejam devidamente atendidos.

Quais são os requisitos?

Para atuar no segmento, é preciso entender sobre comportamento animal e ter noções de primeiros socorros.  Amor pelos bichos, organização, disciplina, comprometimento e disposição também são fundamentais para dinamizar as tarefas. Isso porque, ao longo de um dia, um pet sitter chega a atender de 5 a 10 animais.

E, além de dar banho, alimentar, aplicar algum remédio, oferecer cuidados médicos (quando necessário), a babá deve brincar com ele, levando o cão ou gato para passear.

Cada um tem o seu humor, comportamento e modo de agir, por isso, paciência é outro requisito para conquistar a confiança do bichinho e se inteirar à sua rotina. O atendimento, no geral, é realizado na casa do cliente, mas, quando se prefere, é possível hospedar o animal na casa do contratante.

Como se tornar um?

Ainda não há um tipo de regulamentação específica para o serviço de babá de animais de estimação.  No entanto, quem deseja ingressar na área precisa passar por treinamentos para se tornar capacitados a exercer suas atividades. O ideal é fazer cursos livres oferecidos em portais especializados, dentre eles o da Associação Internacional de Pet Sitters . Outras indicações são os do Pet Sitter do Brasil  e Tutor de Pet . O investimento é variável, e pode chegar a R$ 500, dependendo da instituição responsável.

Faixa salarial

Quem entra no ramo pode receber de R$ 1.500 a R$ 2.000 por mês. Os preços variam de acordo com o animal, a idade dele e a distância até a casa do cliente. O valor é calculado por hora, que, em média, custa de R$ 40 a R$ 70, dependendo do bichinho. Os passeios, por sua vez, custam de R$ 20 a R$ 100. Com uma boa clientela, é possível faturar de R$ 2 mil a R$ 3 mil por mês. Geralmente, trabalha-se mais nos finais de semana e feriados.

Relação de confiança

O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) orienta os donos a, antes de contratar o serviço, buscar referências do profissional e se há um veterinário responsável pelos pets. É preciso estabelecer uma relação de confiança, uma vez que a babá terá acesso a toda a residência do contratado, e não apenas ao bichinho de estimação. Orienta-se promover uma entrevista para que a pet sitter conheça tudo sobre o animal, troque os contatos do médico veterinário e compartilhe o que deseja ser realizado durante o período de ausência dos donos, pois os cuidados variam. Esse encontro é uma oportunidade de conhecer, também, o profissional, sua experiência, capacitações e relações com o mercado.

Como procurar um pet sitter?

Um dos caminhos é buscar esse profissional nas redes sociais, portais especializados, veículos de comunicação, peças publicitárias e em agências. O Famyle é um dos locais apropriados, pois o portal auxilia na conexão entre as famílias e os respectivos cuidadores dos seus mascotes. Independentemente da origem das contratações, antes de começar os trabalhos, a recomendação é fazer uma entrevista com o pet sitter para orientá-lo sobre os cuidados necessários e os serviços que irá prestar. O profissional não deve aceitar a missão antes de perguntar ao dono sobre seus hábitos, procure saber se o bichinho toma algum remédio e peça alguns contatos de emergência, como veterinários e parentes. Oriente-se sobre a rotina que o animal possui antes de finalizar o processo de contratação.

Perfil ideal

O perfil apropriado para a função é a daquele que entende as necessidades dos animais de estimação, está disposto a oferecer amor, carinho e atenção a todas as suas necessidades, além de conforto e segurança. Sua função é garantir a proteção do bichinho, levando-o ao pet shop e veterinário, quando preciso, e para passear, além dos cuidados diários, a fim de não comprometer ou alterar a rotina. Também é necessário estar preparado para situações imprevistas.

Dicas para entrevistar um pet sitter

Para escolher o perfil que mais se adequa ao seu animalzinho, é importante compartilhar toda a rotina, desde a alimentação, hábitos de higiene, costumes, lugares especiais para dormir, brincar e fazer suas necessidades. Além disso, compartilhe o dia a dia do animal, o que ele está acostumado a fazer diante de seus donos, para que o bichinho continue sentindo-se protegido mesmo distante do seus “pais”. Entre as perguntas fundamentais, elenque as seguintes:

  • Onde o pet sitter mora? (para verificar a distância da casa do cliente)
  • Qual a disponibilidade? Quantos animais o pet sitter cuidará no período? (para avaliar se ele não estará sobrecarregado e terá tempo suficiente para o seu animal)
  • Quais são as referências? (é importante avaliar por onde ele trabalhou)
  • Quais as suas habilidades com animais, além de paciência, carinho, atenção e dedicação? O profissional pode ter alguma outra especialidade especial.
  • Pergunte sobre sua formação e cursos voltados à área. Com o crescimento da atividade, a atualização tornou-se importante para uma melhor qualificação do trabalho.

Após Contratar um Pet Sitter

  • Passe à profissional informações como o local da casa que o animal mais gosta de ficar e quais ele não pode entrar, a quantidade de comida ideal, o que o pet mais gosta de fazer. Informe também se o bichinho toma alguma medicação, se será preciso levar ao veterinário ou para banho e tosa.
  • Detalhes logísticos também são importantes. Oriente-o, por exemplo, se a chave da residência ficará na portaria, com um vizinho ou com a própria pet sitter. Determine, ainda, os horários de atendimento.
  • Antes de viajar, peça à pet sitter para acompanhar a rotina do animal na sua presença, para que ele comece a criar vínculo com a profissional.
  • Após a contratação, organize-se e separe uns minutos do dia para conversar com a pet sitter para saber se tudo está sob controle. Pedir o envio de fotos do animalzinho também ajuda a acompanhar o trabalho e o estado dos mascotes.

Vantagens e desvantagens em contratar um pet sitter

São várias as vantagens de se contratar um pet sitter durante a ausência dos donos, tanto por um curto ou longo período. Vamos a elas:

Vantagens:

  • O tratamento é individualizado e personalizado. Após a entrevista, o profissional conhece toda a rotina do animal, e, durante a ausência dos donos, ele se responsabilizará por seguir à risca os hábitos do gato ou do cão para que eles não se sintam desprotegidos, e o pior, abandonados.
  • Outro ponto positivo é o fato do atendimento ser na residência do animal, o que o tranquiliza, pois, na maioria das vezes, quando eles saem de casa ou têm de ser mantidos em locais que não sejam do seu conhecimento, ficam estressados, e, às vezes, tornam-se inquietos, deixam de comer e se recusam a passear, por exemplo.
  • O animal não se sente sozinho, e, muito menos, um prisioneiro, porque, diariamente, seguirá com os seus passeios ao ar livre, poderá brincar e se distrair na companhia de alguém.
  • Como a visita é diária, a casa do cliente poderá ser aberta todos os dias, e, o pet sitter, além de atender o seu bichinho, poderá arejar o ambiente, verificar se está tudo em ordem, avisar os proprietários sobre qualquer alarde. Auxilia, inclusive, a manter a segurança do local.
  • A limpeza das necessidades do animal também será mantida, evitando o mau cheiro e a proliferação de insetos e parasitas.
  • No caso dos gatos, o pet sitter é a melhor opção, porque esses animais são mais caseiros e acostumados aos seus ambientes. Eles não gostam quando são levados para outros lugares, como os hotéis para pets.  Não é à toa que há alguns profissionais que passaram a se dedicar exclusivamente aos felinos, os “cat sitter”.
  • Para os cães, o “dog sitter” também é a opção mais vantajosa, porque eles gostam de passear ao ar livre, algo que está incluído nas atividades a serem feitas pelo profissional.

Desvantagens:

Quanto às desvantagens, são poucas, mas que devem ser levadas em consideração. Vamos a elas:

  • Num primeiro momento, o animal pode sentir dificuldades para conviver com a sua nova companhia. A relação de confiança pode levar uns dias, mas, de qualquer forma, os cuidados estarão garantidos.
  • Como as visitas têm horários determinados, o animal não estará acompanhado o dia inteiro, o que poderá sentir-se sozinho por um período (mesmo que curto).
  • Devido à ausência dos donos, nos primeiros dias, o animal poderá ficar inquieto ou recluso, deixar de comer ou se alimentar menos, mostrar-se mais irritado ou entristecido. Um comportamento diferente do habitual poderá ser demonstrado, mas apenas nos primeiros dias.
  • Alguns profissionais preferem levar os animais para a sua casa. Neste caso, pode ser desvantajoso, porque a adaptação é mais difícil, devido ao ambiente desconhecido. Esta opção se assemelha às hospedagens dos animais em um hotel.

Outras opções além do pet sitter

Além dos pet sitters, há outras denominações para aqueles que se dedicam aos cuidados com os bichinhos, como o dog walker e o instrutor.

Dog Walker

O primeiro se encarrega de levar cachorros para passear, e nem sempre, o passeio é sozinho.

Por onde mora, você já deve ter visto uma pessoa trafegando com vários dogs em mãos, e, com eles, dando atenção tanto na caminhada, como também em suas brincadeiras, na sua corrida e até mesmo na sua alimentação.

Estes profissionais são preparados quanto aos cuidados necessários para garantir a proteção e segurança dos animais. Sabem as técnicas necessárias para conquistar a confiança dos mascotes, diminuir a ansiedade, conter a agitação inicial, promover a interação com os outros cães e lidar com os imprevistos ao longo do trajeto, como escapadas, brigas, estresse canino.

São contratados por horas, e, em especial, por aqueles que não têm tempo de sair com seus cachorros.

Instrutores

Já os instrutores possuem uma responsabilidade maior. Cabe a eles educar os peludos para exercer atividades especiais, como se comportar, se portar diante de estranhos, treinar o seu faro, a sua agilidade e disposição.

O adestramento permite, inclusive, a adoção de hábitos sociáveis junto a outras pessoas e até mesmo outros animais, tornando a convivência mais agradável.

Com isso, o dono começa a sentir segurança para passear com o seu cão por lugares públicos, como na rua, em estabelecimentos comerciais, em parques e pela vizinhança. As técnicas são baseadas na psicologia canina e exploram o método do reforço positivo, ou seja, as atitudes corretas do animal são valorizadas e nenhum tipo de violência é admitida.

Instrutores: Dicas para um melhor adestramento

Portando, todas as aulas devem ser realizadas em conjunto com o dono, para reforçar os laços de amizade, confiança e parceria. Além de ser um ótimo estímulo físico e mental para os peludos, o adestramento elimina os comportamentos indesejados e constrói uma relação saudável entre os animais e seus responsáveis.

Os dogs podem ser adestrados em qualquer idade, porém, o recomendado é que o treinamento comece quando ainda são bebês. O período previsto para todo o processo é de quatro a seis meses, conforme o temperamento do animal.

Conclusão

Precisa de alguém para ficar com seu gato ou cachorro quando você viaja? Então um pet sitter pode ser a escolha ideal!

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